INTRODUÇÃO A HERMENÊUTICA BÍBLICA.
I. A derivação da palavra grega.
1. Derivada de Hermes: O deus grego que trazia mensagem dos outros deuses aos homens. O deus da ciência e das artes, da eloqüência, o mercúrio dos Romanos. Veja atos 14 e como eles pensavam que Paulo fosse Hermes/Mercúrio.
B. O uso Bíblico:
Verbos:
a) Hermêneu: interpretar, explicar, traduzir.
João 1:38; 9:7; Hebreus 7:2.
b) Diermêneu: interpretar completamente (mais forte do que hermêneu).
Lucas 24:27; Atos 9:36 e I corintios 12:30.
c) Methermêneu: traduzir de uma língua para outra.
Mateus 1:23; 15:22 e Atos 4:36.
Substântivos:
d) Hermêneia: interpretação.
I Corintios 12:10; 14:26 – capacidade de interpretar.
e) Diermêneutes: intérprete, tradutor.
I Corintios 14:28 – intérprete.
C. B.A definição da palavra portuguesa:
1. Hermenêutica: s.f. interpretação do sentido das palavras; interpretação dos textos sagrados; arte de interpretar leis; exegese (dic. Escolar de Língua Portuguesa de Francisco da Silva Bueno).
D. C.A definição da Hermenêutica Bíblica:
1. Hermenêutica Biblica é a ciência e arte de interpretar a Bíblia. Nos ensina os princípios , as leis (regras), e os métodos de interpretação.
a) É ciência porque postula princípios e regras seguras e imutáveis.
b) É arte porque é necessário habilidade, talentos para aplicar as leis.
2. As divisões da Hermenêutica:
a) Hermenêutica Geral: As regras que se aplicam à interpretação de qualquer parte da Escritura Sagrada.
b) Hermenêutica Especial: As regras que se aplicam a determinado tipo de produção literária: profecia, parábolas, poesia, etc.
3. A diferença entre Hermenèutia e outras disciplinas:
a) Crítica Textual: A crítica textual procura determinar as palavras exatas do texto original, enquanto a hermenêutica procura descobrir o sentido exato das palavras. Crítica Textual: O que está escrito? Hermenêutica: Que quer dizer aquilo?
b) Exegese: A exegese é a aplicação das regras estabelecidas pela hermenêutica.
II – A
necessidade da Hermenêutica.
A. A necessidade principal: Discernir o que Deus tem dito nas Escrituras, determinando o sentido da Palavra de Deus.
1.
Produzirá
uma teologia sistemática.
2.
Preservará
o interprete do erro.
3.
Diferenciará
entre verdades do Velho Testamento e do Novo Testamento.
4.
Definirá o
que ortodoxia.
B.
A
necessidade secundária: remover as diferenças ou a distância entre o tempo dos
escritores e o dos leitores.
1.
Diferenças
lingüísticas.
2.
Diferenças
culturais.
3.
Diferenças
geográficas.
4.
Diferenças
históricas.
III – A função
do intérprete.
“O intérprete não deve, pois,
poupar esforço algum para determinar o sentido exato e para expô-lo aos outros
com toda fidelidade e clareza possíveis...o dever do expositor é determinar o verdadeiro
sentido dos escritores inspirados, sem acrescentar ou subtrair coisa alguma e
sem mudar este sentido de qualquer forma” (E.P. BARROWS, PRINCÍPIOS DE
INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA).
