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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Hermenêutica Bíblica

Hermenêutica Bíblica

O termo "hermenêutica" deriva do grego hermeneuein, "interpretar". A Hermenêutica Bíblica cuida da reta compreensão e interpretação das Escrituras. Consiste num conjunto de regras que permitem determinar o sentido literal da Palavra de Deus.

A IMPORTÂNCIA DESTE ESTUDO
  1. O próprio Pedro admitiu que há textos difíceis de entender: "os quais os indoutos e inconstantes torcem para sua própria perdição" (2 Pedro 3:15 e 16).
  2. A arma principal do soldado cristão é a Escritura, e se desconhece o seu valor ou ignora o seu legítimo uso, que soldado será? (2 Timóteo 2:15).
  3. As circunstâncias variadas que concorreram na produção do maravilhoso livro exigem do expositor que o seu estudo seja meticuloso, cuidadoso e sempre científico, conforme os princípios hermenêuticos.
  1. A REGRA FUNDAMENTAL
    A Escritura é explicada pela Escritura. A Bíblia interpreta a própria Bíblia
    ..
  2. PRIMEIRA REGRA
    Enquanto for possível, é necessário tomar as palavras no seu sentido usual e ordinário
    ..
  3. SEGUNDA REGRA
    É absolutamente necessário tomar as palavras no sentido que indica o conjunto da frase
    ..
    Esta regra tem importância especial quando se trata de determinar se as palavras devem ser tomadas em sentido literal ou figurado. Para não incorrer em erros, convém, também, deixar-se guiar pelo pensamento do escritor, e tomar as palavras no sentido que o conjunto do versículo indica.
  4. TERCEIRA REGRA
    É necessário tomar as palavras no sentido que indica o contexto, isto é, os versos que precedem e seguem o texto que se estuda.
  5. QUARTA REGRA
    É preciso tomar em consideração o desígnio ou objetivo do livro ou passagem em que ocorrem as palavras ou expressões obscuras
    ..
  6. QUINTA REGRA
    É indispensável consultar as passagens paralelas explicando as coisas espirituais pelas espirituais
    (I Cor 2:13). (I Cor 2:13).
  7. SEXTA REGRA
    Um texto não pode significar aquilo que nunca poderia Ter significado para seu autor ou seus leitores.
  8. SÉTIMA REGRA
    Sempre quando compartilhamos de circunstâncias comparáveis (isto é, situações de vida específicas semelhantes) com o âmbito do período quando foi escrita, a Palavra de Deus para nós é a mesma que Sua Palavra para eles.

EXEGESE


É o estudo cuidadoso e sistemático da Escritura para descobrir o significado original que foi pretendido. É a tentativa de escutar a Palavra conforme os destinatários originais devem tê-la ouvido; descobrir qual era a intenção original das palavras da Bíblia.
a. contexto histórico: a época e a cultura do autor e dos seus leitores: fatores geográficos, topográficos e políticos, a ocasião da produção do livro. A questão mais importante do contexto histórico tem a ver com a ocasião e o propósito de cada livro.
b. contexto literário: as palavras somente fazem sentido dentro das frases, e estas em relação às frases anteriores e posteriores. Devemos procurar descobrir a linha de pensamento do autor. O que o autor está dizendo e por que o diz exatamente aqui?

O Leitor Como Intérprete (Parte II)

O Leitor Como Intérprete (Parte II)

de Gordon D. Fee e Douglas Stuart

(Veja também a primeira parte deste estudo
"O Leitor Como Intérprete Parte 1")

A necessidade de interpretar também é achada por meio de notar aquilo que acontece em nosso redor o tempo todo. Uma simples olhada para a igreja contemporânea, por exemplo, torna abundantemente claro que nem todos os "significados claros" são igualmente claros para todos. É de interesse mais do que passageiro que a maioria daqueles na igreja de hoje que argumentam que as mulheres devem guardar silêncio na igreja, com base em 1 Coríntios 14.34-35, negam, ao mesmo tempo, a validez do falar em línguas e da profecia, o próprio contexto em que a passagem do "silêncio" ocorre. E aqueles que afirmam que as mulheres, e não somente os homens, devem orar e profetizar, com base em 1 Coríntios 11.2-16, freqüentemente negam que devem fazê-lo com a cabeça coberta. Para alguns, a Bíblia "ensina claramente" o batismo dos crentes mediante a imersão; outros acreditam que podem defender o batismo de crianças por meio da Bíblia. Tanto a "segurança eterna" quanto a possibilidade de "perder a salvação" são pregadas na igreja, mas nunca pela mesma pessoa! As duas posições, no entanto, são afirmados como sendo o significado claro dos textos bíblicos. Até mesmo os dois autores deste livro têm certos desacordos entre si quanto ao significado "claro" de certos textos. Mesmo assim, todos nós estamos lendo a mesma Bíblia e todos estamos procurando ser obedientes àquilo que o texto "claramente" significa.

Além destas diferenças reconhecíveis entre "crentes bíblicos," há, também, todos os tipos de coisas estranhas em andamento. Usualmente podemos reconhecer as seitas, por exemplo, porque têm uma autoridade além da Bíblia. Mas nem todas elas a têm; em todos os casos, porém, torcem a verdade pelo meio que selecionam textos da própria Bíblia. Toda heresia ou prática que se possa imaginar, desde o arianismo (a negação da divindade de Cristo), das Testemunhas de Jeová e de "O Caminho", até o batismo em prol dos mortos entre os mórmons, até o manipular de serpentes entre as seitas apalacianas, alega ser "apoiada" por algum texto.

Até mesmo entre pessoas mais teologicamente ortodoxas, no entanto, muitas idéias estranhas conseguem ganhar aceitação em vários círculos. Por exemplo, uma das modas atuais entre os protestantes norte-americanos, especialmente os carismáticos, é o assim-chamado Evangelho da riqueza e da saúde. As "boas novas" são que a vontade de Deus para você é a prosperidade financeira e material! Um dos defensores deste "evangelho" começa seu livro ao argumentar em prol do "sentido claro" da Escritura e ao alegar que coloca a Palavra de Deus em posição de absoluta primazia no decurso do seu estudo. Diz que não conta aquilo que pensamos que ela diz, mas, sim, o que ela realmente diz. O "significado claro" é o que ele quer. Começamos, porém, a ter nossas dúvidas acerca de qual é realmente o "significado claro" quando a prosperidade financeira é argumentada como sendo a vontade de Deus a partir de um texto tal como 3 João 2: "Amados, acima de tudo faço votos por tua prosperidade e saúde, assim, como é próspera a tua alma" — texto este que realmente não tem nada a ver com a prosperidade financeira. Outro exemplo toma o significado claro do jovem rico (Marcos 10.17-22) como sendo exatamente o oposto daquilo "que realmente diz," e atribui a "interpretação" ao Espírito Santo. Podemos talvez questionar com razão se o significado claro realmente está sendo procurado; talvez o significado claro seja simplesmente aquilo que semelhante escritor quer que o texto signifique a fim de apoiar suas idéias prediletas.

Dada toda esta diversidade, tanto dentro quanto fora da igreja, e todas as diferenças até mesmo entre os estudiosos, que alegadamente conhecem "as regras," não é de se maravilhar que alguns argumentam em prol de nenhuma interpretação, em prol da simples leitura. Esta, porém, é uma opção falsa, conforme vimos. O antídoto à má interpretação não é simplesmente nenhuma interpretação, mas, sim, a boa interpretação, baseada nas diretrizes do bom senso.

Os autores deste livro não sofrem de ilusões de que, ao ler e seguir nossas diretrizes, todos finalmente concordarão quanto ao "significado claro", nosso significado! O que esperamos realizar é aumentar a sensibilidade do leitor a problemas específicos inerentes em cada gênero, informá-lo por que existem opções diferentes e como fazer julgamentos de bom-senso, e especialmente ter a capacidade de discernir entre interpretações boas e as não tão boas — e de saber o que as faz assim.

[Nas próximas semanas, Deus permitindo, iremos reproduzir nesta seção mais princípios da interpretação dos senhores Fee e Stuart do seu livro “Entendes o Que Lês?”]

Copyright © 1984 Edições Vida Nova. Todos os direitos reservados.
Reproduzido com a devida autorização.


O livro de Gordon D. Fee e Douglas Stuart do qual este texto foi extraído, "Entendes o que Lês?", pode ser encomendado da Edições Vida Nova
selecionando a capa do livro ao lado:


31/01/06

O Leitor Como Intérprete (Parte I)

O Leitor Como Intérprete (Parte I)

de Gordon D. Fee e Douglas Stuart

A primeira razão por que precisamos aprender como interpretar é que, quer deseje, quer não, todo leitor é ao mesmo tempo um intérprete. ou seja a maioria de nós toma por certo que, enquanto lemos, também entendemos o que lemos. Tendemos, também, a pensar que nosso entendimento é a mesma coisa que a intenção do Espírito Santo ou do autor humano. Apesar disso, invariavelmente levamos para o texto tudo quanto somos, com toda nossa experiência, cultura e entendimento prévio de palavras e idéias. Às vezes, aquilo que levamos para o texto, sem o fazer deliberadamente, nos desencaminha ou nos leva a atribuir ao texto idéias que lhe são estranhas.

Desta maneira, quando uma pessoa em nossa cultura ouve a palavra "cruz", séculos de arte e simbolismo cristãos levam a maioria das pessoas a pensar automaticamente numa cruz romana (T) embora haja pouca probabilidade de que aquele era o formato da Cruz de Jesus, que provavelmente tinha a forma de um "T". A maioria dos protestantes, e dos católicos também, quando lê textos acerca da igreja em adoração, automaticamente forma um quadro de pessoas sentadas numa construção com bancos, muito semelhante às deles. Quando Paulo diz: “Nada disponhais para a carne, no tocante às suas concupiscências” (Rm 13.14), as pessoas nas culturas de idiomas europeus tendem a pensar que "a carne" significa “o corpo" e, portanto, que Paulo está falando nos "apetites físicos." Mas a palavra "carne," conforme Paulo a emprega, raras vezes se refere ao corpo — e neste texto quase certamente não tem esse sentido — mas, sim, a uma enfermidade espiritual, uma doença de existência espiritual às vezes chamada "a natureza pecaminosa." O leitor, portanto, sem o fazer deliberadamente, está interpretando o que lê, e, infelizmente, por demais freqüentemente interpreta incorretamente.

Isto nos leva a notar ainda mais arte o leitor de uma Bíblia em idioma latino já está envolvido na interpretação. A tradução, pois, é em si mesma uma forma (necessária) de interpretação. Sua Bíblia, seja qual for a tradução que você empregar, que para você é o ponto de partida, é, na realidade, o resultado final de muito trabalho erudito. Os tradutores são regularmente conclamados a fazer escolhas quanto aos significados, e as escolhas deles irão afetar como você entende.

Os bons tradutores, portanto, levam em consideração as diferenças entre nossos idiomas. Esta, porém, não é uma tarefa fácil. Em Romanos 13.14, por exemplo, devemos traduzir "carne" porque esta é a palavra que Paulo empregou, e depois deixar o intérprete contar-nos que "carne" aqui não significa "corpo"? Ou devemos "ajudar" o leitor e traduzir "natureza pecaminosa" porque é isto que Paulo realmente quer dizer? Retomaremos este assunto com maiores detalhes no capítulo seguinte. Por enquanto, basta indicar que o próprio fato da tradução já envolveu a pessoa na tarefa da interpretação.

[Nas próximas semanas, Deus permitindo, iremos reproduzir nesta seção mais princípios da interpretação dos senhores Fee e Stuart do seu livro “Entendes o Que Lês?”]

Veja a segunda parte deste estudo "O Leitor Como Intérprete Parte 2"


Copyright © 1984 Edições Vida Nova. Todos os direitos reservados.
Reproduzido com a devida autorização.


O livro de Gordon D. Fee e Douglas Stuart do qual este texto foi extraído, "Entendes o que Lês?", pode ser encomendado da Edições Vida Nova
selecionando a capa do livro ao lado:




27/09/05

A NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO

A Necessidade de Interpretação

de Gordon D. Fee e Douglas Stuart

Com certa freqüência encontramos com alguém que diz com muito fervor: "Você não precisa interpretar a Bíblia; leia-a, apenas, e faça o que ela diz." Usualmente, semelhante observação reflete o protesto contra o "profissional", o estudioso, o pastor, o catedrático ou o professor da Escola Dominical que, por meio de "interpretar," parece estar tirando a Bíblia do homem ou da mulher comum. É sua maneira de dizer que a Bíblia não é um livro obscuro. "Afinal das contas," argumenta-se, "qualquer pessoa com metade de um cérebro pode lê-la e entendê-la. O problema com um número demasiado de pregadores e professores é que cavam tanto que tendem a enlamear as águas. O que era claro para nós quando a lemos já não é mais tão claro."

Há muito de verdade em tal protesto. Concordamos que os cristãos devam aprender a ler a Bíblia, crer nela, e obedecê-la. E concordamos especialmente que a Bíblia não precisa ser um livro obscuro, se for corretamente estudada e lida. Na realidade, estamos convictos que o problema individual mais sério que as pessoas têm com a Bíblia não é uma falta de entendimento, mas, sim o fato de que entendem bem demais a maior parte das coisas! O problema de um texto tal como: "Fazei tudo sem murmurações nem contendas" (Fp 2.14), por exemplo, não é compreendê-lo, mas, sim, obedecê-lo — colocá-lo em prática.

Concordamos, também, que o pregador ou o professor estão por demais inclinados a escavar primeiro, e a olhar depois, e assim encobrir o significado claro do texto, que freqüentemente está na superfície. Seja dito logo de início — e repetido a cada passo, que o alvo da boa interpretação não é a originalidade, não se procura descobrir aquilo que ninguém jamais viu.

A interpretação que visa a originalidade, ou que prospera com ela, usualmente pode ser atribuída ao orgulho (uma tentativa de "ser mais sábio" do que o resto do mundo), ao falso entendimento da espiritualidade (segundo o qual a Bíblia está repleta de verdades profundas que estão esperando para serem escavadas pela pessoa espiritualmente sensível, com um discernimento especial), ou a interesses escusos (a necessidade de apoiar um preconceito teológico, especialmente ao tratar de textos que, segundo parece, vão contra aquele preconceito). As interpretações sem igual usualmente são erradas. Não se quer dizer com isto que o entendimento de um texto não possa freqüentemente parecer sem igual para alguém que o ouve pela primeira vez. O que queremos dizer mesmo é que a originalidade não é o alvo da nossa tarefa.

O alvo da boa interpretação é simples: chegar ao "sentido claro do texto." E o ingrediente mais importante que a pessoa traz a essa tarefa é o bom-senso aguçado. O teste de uma boa interpretação é se expõe o sentido do texto. A interpretação correta, portanto, traz alívio à mente bem como uma aguilhoada ou cutucada no coração.

Mas, se o significado claro é aquilo sobre o que a interpretação diz respeito, então para que interpretar? Por que não ler, simplesmente? O significado simples não vem pela mera leitura? Em certo sentido, sim. Mas num sentido mais verídico, semelhante argumento é tanto ingênuo quanto irrealista por causa de dois fatores: a natureza do leitor e a natureza da Escritura.

[Nas próximas semanas, Deus permitindo, iremos reproduzir nesta seção mais princípios da interpretação dos senhores Fee e Stuart do seu livro “Entendes o Que Lês?”]

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A Necessidade de Interpretação

de Gordon D. Fee e Douglas Stuart

Com certa freqüência encontramos com alguém que diz com muito fervor: "Você não precisa interpretar a Bíblia; leia-a, apenas, e faça o que ela diz." Usualmente, semelhante observação reflete o protesto contra o "profissional", o estudioso, o pastor, o catedrático ou o professor da Escola Dominical que, por meio de "interpretar," parece estar tirando a Bíblia do homem ou da mulher comum. É sua maneira de dizer que a Bíblia não é um livro obscuro. "Afinal das contas," argumenta-se, "qualquer pessoa com metade de um cérebro pode lê-la e entendê-la. O problema com um número demasiado de pregadores e professores é que cavam tanto que tendem a enlamear as águas. O que era claro para nós quando a lemos já não é mais tão claro."

Há muito de verdade em tal protesto. Concordamos que os cristãos devam aprender a ler a Bíblia, crer nela, e obedecê-la. E concordamos especialmente que a Bíblia não precisa ser um livro obscuro, se for corretamente estudada e lida. Na realidade, estamos convictos que o problema individual mais sério que as pessoas têm com a Bíblia não é uma falta de entendimento, mas, sim o fato de que entendem bem demais a maior parte das coisas! O problema de um texto tal como: "Fazei tudo sem murmurações nem contendas" (Fp 2.14), por exemplo, não é compreendê-lo, mas, sim, obedecê-lo — colocá-lo em prática.

Concordamos, também, que o pregador ou o professor estão por demais inclinados a escavar primeiro, e a olhar depois, e assim encobrir o significado claro do texto, que freqüentemente está na superfície. Seja dito logo de início — e repetido a cada passo, que o alvo da boa interpretação não é a originalidade, não se procura descobrir aquilo que ninguém jamais viu.

A interpretação que visa a originalidade, ou que prospera com ela, usualmente pode ser atribuída ao orgulho (uma tentativa de "ser mais sábio" do que o resto do mundo), ao falso entendimento da espiritualidade (segundo o qual a Bíblia está repleta de verdades profundas que estão esperando para serem escavadas pela pessoa espiritualmente sensível, com um discernimento especial), ou a interesses escusos (a necessidade de apoiar um preconceito teológico, especialmente ao tratar de textos que, segundo parece, vão contra aquele preconceito). As interpretações sem igual usualmente são erradas. Não se quer dizer com isto que o entendimento de um texto não possa freqüentemente parecer sem igual para alguém que o ouve pela primeira vez. O que queremos dizer mesmo é que a originalidade não é o alvo da nossa tarefa.

O alvo da boa interpretação é simples: chegar ao "sentido claro do texto." E o ingrediente mais importante que a pessoa traz a essa tarefa é o bom-senso aguçado. O teste de uma boa interpretação é se expõe o sentido do texto. A interpretação correta, portanto, traz alívio à mente bem como uma aguilhoada ou cutucada no coração.

Mas, se o significado claro é aquilo sobre o que a interpretação diz respeito, então para que interpretar? Por que não ler, simplesmente? O significado simples não vem pela mera leitura? Em certo sentido, sim. Mas num sentido mais verídico, semelhante argumento é tanto ingênuo quanto irrealista por causa de dois fatores: a natureza do leitor e a natureza da Escritura.

[Nas próximas semanas, Deus permitindo, iremos reproduzir nesta seção mais princípios da interpretação dos senhores Fee e Stuart do seu livro “Entendes o Que Lês?”]

Copyright © 1984 Edições Vida Nova. Todos os direitos reservados.
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O livro de Gordon D. Fee e Douglas Stuart do qual este texto foi extraído, "Entendes o que Lês?", pode ser encomendado da Edições Vida Nova
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PERSEVERANDO NA DOUTRINA

Atos 2: 42 - Rev. Elissandro Rabêlo ImprimirE-mail
terça, 19 de dezembro de 2006
Sermão preparado pelo Pastor Elissandro José Vieira Rabêlo
Pregado em Maragogi no dia 25 de setembro de 2005

Leitura: Atos 2.37-47
Texto: Atos 2.42

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações” (Atos 2.42).

Amada congregação do Nosso Senhor Jesus Cristo

Hoje é um dia alegre e especial para nossa congregação aqui em Maragogi. Primeiro porque é o Dia do Senhor no qual ele nos convoca neste culto para juntos glorificarmos o seu Nome e lhe darmos graças pela salvação que temos em Cristo. Também porque neste culto, recebemos mais dois membros em nosso meio: nossa irmã Clara que já fez a sua pública profissão de fé e sua filha Milena que já foi batizada. E ainda vamos celebrar juntos a ceia do Senhor para o fortalecimento da nossa fé. Em tudo isso vemos a obra graciosa e poderosa de Cristo em nosso meio. Exaltado à destra de Deus, com todo poder e glória, ele continua trabalhando em favor da sua igreja. Por meio do Seu Espírito e Sua Palavra ele está edificando sua igreja na terra. Ele mandou seus apóstolos fazer discípulos de todas as nações e batiza-los juntamente com seus filhos em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ele mandou celebrar a santa ceia em sua memória até que ele venha. Assim Cristo está chamando as suas ovelhas, congregando-as no seu aprisco e guiando-as com perseverança em sua peregrinação até à cidade celestial. Ele nos dá o Seu Espírito e usa a pregação da palavra e os sacramentos para fortalecer a nossa fé em nossa caminhada até o céu. Cristo está trabalhando em nosso meio para nossa salvação.

Na leitura que fizemos já podemos observar como o Cristo Exaltado estava trabalhando no meio da sua igreja nos dias dos apóstolos. Primeiro, ele derramou o Seu Espírito sobre sua igreja no dia de Pentecostes como prometera. Depois disso, Pedro e os demais apóstolos pregaram o evangelho de Cristo aos judeus que ali estavam. Sua mensagem basicamente foi esta: “Aquele Jesus que vocês crucificaram e mataram, Deus o ressuscitou dentre os mortos e o fez Senhor e Cristo conforme as Escrituras. Foi ele quem derramou o Espírito Santo sobre nós. Arrependam- se e creiam nele para serem salvos”. Como resultado dessa pregação, Cristo, por meio do Seu Espírito, deu arrependimento e fé a três mil pessoas, as quais foram batizadas e receberam o perdão dos pecados e o dom do Espírito Santo.

Aqueles primeiros cristãos mudaram completamente de pensamento e atitude com respeito ao Senhor Jesus Cristo. Eles receberam a verdadeira fé em Cristo e a vida deles mudou completamente. O Espírito passou a habitar neles e os encheu de tal forma que a fé deles em Cristo tornou-se evidente a todos na prática de boas obras na vida do dia a dia. Pelo poder de Cristo mediante seu Espírito e sua palavra, aqueles irmãos tornaram-se uma igreja ativa e perseverante na prática da vida cristã. Aqui no nosso texto, Lucas nos mostra um belo retrato da vida da igreja nos dias dos apóstolos. Unidos a Cristo pelo batismo, tendo o perdão dos pecados e a presença do Espírito habitando neles, aqueles nossos irmãos “perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (At.2.42).

Com estas palavras, Lucas tem o propósito não somente de nos informar sobre a vida da igreja primitiva, mas nos encorajar a sermos perseverantes em nossos dias com o exemplo de fé daqueles nossos irmãos do passado. Em Cristo temos os mesmos benefícios que eles tiveram (fé, perdão, Espírito Santo). E em Cristo também temos a graça de sermos perseverantes como eles foram. No nosso texto aprendemos que uma igreja cheia do Espírito Santo é uma igreja perseverante. Ela persevera na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações. A perseverança nestas coisas básicas da fé é resultado da obra do Espírito Santo e ao mesmo tempo caracteriza uma verdadeira igreja de Cristo. A verdadeira igreja de Cristo é uma igreja perseverante.

1. A igreja de Cristo persevera na doutrina dos apóstolos:

O que é perseverar? Perseverar é permanecer firme, persistir em alguma coisa até o fim. A palavra que o nosso texto usa indica uma permanência firme e contínua numa determinada atividade. Nossos irmãos da igreja primitiva permaneceram firmes na doutrina que receberam dos apóstolos. Uma vez convertidos a Cristo eles passaram a receber a instrução dos apóstolos continuamente e não se desviavam dela. Diariamente eles estavam no templo para receber a pregação e instrução dos apóstolos nos cultos. Eles não voltaram atrás para o judaísmo e muito menos seguiram as religiões pagãs da época, mas permaneceram firmes na doutrina dos apóstolos.

O que é a doutrina dos apóstolos? Não era uma nova doutrina inventada e ensinada por eles, mas todos os ensinamentos que receberam diretamente de Cristo. A doutrina dos apóstolos era a doutrina de Cristo. Eles foram chamados por Cristo e dele receberam o ensino acerca de sua Pessoa e obra como o Messias e acerca dos seus mandamentos. Após sua ressurreição, Cristo lhes deu a missão de pregar o evangelho a toda a criatura e fazer discípulos de todas as nações, ensinando-os a guardar todas as coisas que tinha ordenado (Mc.16.15; Mt.28.20). Eles fizeram isso. Pedro pregou o Cristo crucificado, ressuscitado e exaltado no dia de Pentecostes e muitos creram. Aqueles que creram se tornaram discípulos de Jesus e continuaram sendo instruídos pelos apóstolos de Cristo. Os apóstolos fizeram muitos discípulos com a doutrina que receberam de Cristo. Não só Pedro, mas também Tiago, João, Mateus, Paulo e todos os outros. Eles não só pregaram, mas também, sob a direção do Espírito Santo escreveram a doutrina de Cristo em todo o Novo Testamento. Deus preservou sua palavra e deixou para nós a boa doutrina dos apóstolos no Novo Testamento. Temos também um bom resumo dessa doutrina no credo apostólico que não é uma invenção da igreja romana, mas é uma confissão de fé bíblica da igreja de Cristo em todos os séculos. Deus nos deu a boa doutrina dos apóstolos em sua palavra e a preservou por meio de sua igreja fiel. Nela ele nos revela nossa salvação em Cristo e sua vontade para nossa vida. E nós devemos perseverar nesta doutrina para nossa salvação.

Como podemos perseverar na doutrina dos apóstolos? O que temos de fazer é valorizar a boa palavra de Deus que temos recebido. Como podemos fazer isso na prática? Reunindo-se regularmente com o povo de Deus nos cultos para ouvir a pregação do evangelho; participando ativamente dos estudos bíblicos oferecidos pela igreja; aqueles que almejam ser membros devem perseverar nas aulas de congregados para crescer no conhecimento de Cristo. Além disso, devemos perseverar na leitura da palavra de Deus em nossas casas, lendo-a individualmente, mas também em comunhão com os nossos familiares. Será que temos feito isso continuamente? Temos perseverado na doutrina dos apóstolos? Temos o mesmo prazer do salmista que meditava na palavra de Deus dia e noite? Os pais têm ensinado a doutrina de Cristo aos seus filhos? Às vezes ficamos tão envolvidos com o nosso trabalho, estudos e lazer que nos esquecemos de abrir a palavra de Deus para nos alimentar dela com nossa família. Esquecemos que “não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt. 4.4). Pode acontecer também que deixamos os cultos e as atividades da igreja por coisas banais ou motivos injustos. Que Deus nos livre dessa má atitude e nos ajude a perseverar na doutrina dos apóstolos.

Somente perseverando na doutrina dos apóstolos podemos crescer na graça e no conhecimento de Cristo e não se deixar levar por qualquer vento de doutrina. Como podemos responder acerca da razão da nossa fé e falar de Cristo para outros se não conhecemos nem perseveramos na doutrina dos apóstolos? Como podemos reconhecer e rejeitar as muitas seitas e heresias que surgem todos os dias se não perseveramos na doutrina dos apóstolos? Há vários tipos de evangelhos sendo pregado hoje em dia que não é o evangelho de Cristo nem dos apóstolos. Há o evangelho da prosperidade material; o evangelho da salvação pelas boas obras do homem; o evangelho das emoções superficiais e vários outros evangelhos que, mesmo usando a Bíblia, são invenções e preceitos humanos e não a sã doutrina da graça revelada a nós por Cristo e seus apóstolos. Ser um verdadeiro discípulo de Jesus não é correr atrás de evangelhos inventados por homens, mas perseverar na doutrina dos apóstolos que vem de Cristo. Fazemos isso amando a palavra de Deus e seguindo todos os mandamentos que Cristo nos ordenou por meio dos seus apóstolos.

2. A igreja de Cristo persevera na comunhão:

A Bíblia nos ensina que devemos adornar a boa doutrina que recebemos de Cristo por uma boa conduta (Tt. 2.10). Isso significa que doutrina e vida caminham de mãos dadas na vida cristã. Não adianta nada termos a boa doutrina da palavra de Deus se não a praticarmos. Quando olhamos para a igreja cristã primitiva percebemos que eles não só perseveravam na doutrina, mas também na comunhão. Eles adornaram a doutrina por uma boa conduta. A doutrina que receberam dos apóstolos não era algo frio ou morto, mas era algo que inflamava seus corações com o amor de Cristo a tal ponto que eles viviam em plena comunhão uns com os outros.

Qual a característica da comunhão daqueles irmãos? A palavra “comunhão” significa ter tudo em comum; expressa um convívio marcado por uma estreita união e relacionamento íntimo. Aqueles irmãos tinham em primeiro lugar plena comunhão com o Deus Triúno, o Pai, o Filho e o Espírito Santo (I Jo. 1.3; II Co. 13.13; Fp. 2.1). Deus mesmo os chamou a essa comunhão com ele por pura graça. Essa comunhão dá benefícios de salvação para aqueles que dela desfrutam: cuidado paternal de Deus Pai que os adotou como seus filhos, perdão dos pecados no sangue de Cristo, nova vida no Espírito. Nós também participamos dessa comunhão salvífica com o Deus Triúno.

Nossa comunhão com Deus nos leva a viver em comunhão com os irmãos. O amor de Deus que é derramado em nossos corações nos leva a amar uns aos outros. Quem está em comunhão com Deus consequentemente está em comunhão com os irmãos (I Jo 1.6,7). É impossível amar a Deus e não amar o nosso próximo. Veja o exemplo da igreja primitiva. É bem claro aos nossos olhos como aqueles irmãos, estando em comunhão com Deus, viviam na prática constante do amor fraternal; eles perseveravam na comunhão. Lucas quer enfatizar esse aspecto da comunhão fraternal no texto. Por isso ele nos revela nos versos 44 e 45 como a comunhão dos santos era exercitada (ler o texto). Vemos aqui que a manifestação da comunhão entre os irmãos se deu pelo exercício da misericórdia no meio da comunidade cristã. A maioria dos membros na igreja de Jerusalém era pobre. Havia muitos pescadores e camponeses que muitas vezes passavam por necessidades físicas. Também existiam cristãos ricos que tinham muitas terras. Sendo assim, estes que tinham uma melhor condição de vida vendiam suas propriedades e supriam as necessidades dos pobres de modo que ninguém passava necessidade dentro da igreja e tudo lhes era comum.

Devemos entender que isso não era um tipo de comunismo em que todos eram obrigados a vender seus bens e repartir igualmente com os outros. O texto não ensina nem incentiva o comunismo, pois a propriedade privada era normal e correta naqueles dias (Ex: “de casa em casa” v.46; Ananias e Safira, At.5.4; oitavo mandamento). Aqueles irmãos praticavam a comunhão motivados por uma atitude de amor voluntária que fluía de corações cheios do amor de Deus e do Espírito Santo. Uma vez que guardavam os ensinamentos de Cristo eles não se apegavam às riquezas materiais, mas vendiam seus bens voluntariamente para ajudar os necessitados. Isso era uma prática comum e constante na igreja de Cristo nos dias dos apóstolos. Antes e também depois da perseguição eles continuaram perseverando na prática da comunhão dos santos (At.4.32-35; tb. II Co. 8.4; 9.13).

Como podemos perseverar na comunhão no meio de nossa igreja? Precisamos estar dispostos a usar nossos dons com vontade e alegria para o bem do nosso próximo. Precisamos ter um coração generoso para com todos. Exercer a misericórdia é um trabalho específico dos diáconos, mas não exclui os membros de também praticá-la. Os membros da igreja primitiva fizeram isso. E Deus diz ao seu povo: (ler Dt. 26.12; Gl. 6.10). Uma maneira prática de perseverarmos na comunhão é contribuindo bem e com alegria com as nossas ofertas de gratidão para a obra diaconal (II Co.8.4; 9.7,13). O amor de Cristo destrói todo individualismo, orgulho e egoísmo dentro da igreja e nos leva amar o nosso próximo preocupando-se uns com os outros. Deus deu o Seu único Filho para nos salvar; Cristo deu sua vida por nós e devemos dar nossa vida pelos irmãos (I Jo. 3.16-18). Isso é perseverança na comunhão dos santos.

3. A igreja de Cristo persevera no partir do pão:

Esse partir do pão, assim como o exercício da misericórdia, era uma expressão visível da comunhão dos crentes com Cristo e os demais irmãos. O partir do pão no nosso texto refere-se às refeições comuns que os crentes realizavam nas casas uns dos outros (46b) e especialmente à santa ceia do Senhor que eles também celebravam quando estavam reunidos em adoração. Eles faziam isso diariamente.

Somos chamados a perseverar no partir do pão na ceia do Senhor, pois Cristo nos mandou fazer isso e também usa este sacramento para fortalecer nossa fé e vivificar nossa comunhão com ele e com nossos irmãos. Devemos participar com alegria e gratidão da ceia do Senhor, pois o pão partido simboliza o corpo de Cristo que foi torturado, pendurado e sacrificado na cruz para nossa salvação. A ceia do Senhor é uma festa, pois nela comemoramos nossa salvação que Cristo conquistou para nós em sua morte na cruz. Perseveremos na ceia do Senhor, pois nela Deus nos confirma e garante suas promessas, fortalece a nossa fé e nos alimenta para a vida eterna.

Mais uma coisa sobre o partir do pão. Refeições comuns nos lares é uma prática boa para fortalecer nossa comunhão. É muito bom quando nos reunimos na casa de um dos nossos irmãos para dividirmos e recebermos o alimento que vem de Deus e nos confraternizarmos juntos. Devemos perseverar nessa boa prática, participando dessas reuniões não como se fosse um peso ou obrigação, mas com toda alegria e singeleza (generosidade e sinceridade) de coração. Era assim que faziam nossos irmãos da igreja primitiva. Eles partiam o pão de casa em casa e tomavam suas refeições com alegria e singeleza de coração (At.2.46.b). Que nós também possamos perseverar no partir do pão em nossas casas na comunhão com nossos irmãos.

4. A igreja de Cristo persevera nas orações:

Uma das coisas mais importantes que Jesus ensinou aos seus discípulos foi a oração. Jesus lhes ensinou não só a orarem, mas também a serem perseverantes na oração (Lc. 11.1-13). Cristo fez isso não só em palavras, mas com o seu exemplo, pois ele orava continuamente. Os apóstolos aprenderam essa lição do Senhor e perseveravam na oração. Antes mesmo de Pentecostes, eles já perseveravam em oração (At.1.14). Paulo também ensinou que devemos perseverar na oração e orar sem cessar. (Rm. 12.12; Cl. 4.2; I Tess. 5.16).

Os cristãos primitivos perseveravam na oração. Diante das diferentes circunstâncias que a igreja passava, os cristãos primitivos buscavam sempre o auxílio e a resposta do Senhor em oração e também lhe davam sempre graças. Eles perseveravam unânimes no templo. O que iam fazer lá? Primeiro devemos saber por que eles iam ao templo. É preciso entender a situação da igreja naqueles dias. Todos os cristãos até aquele momento eram judeus e tinham uma ligação com o templo em Jerusalém. O templo era o lugar dos cultos; não havia outro local disponível para a igreja de Jerusalém com seus milhares de membros. Ainda não havia problemas com os líderes judeus e o templo estava à disposição dos judeus que agora eram cristãos. Eles se dirigiam todos os dias ao templo para adorar a Deus, receber a doutrina dos apóstolos e também para orar (At.3.1).

A oração é indispensável na vida da igreja, tanto a oração coletiva quanto a oração individual. A oração é um meio de graça que Deus nos dá para nos aproximarmos dele. Nós podemos nos achegar a Deus com toda liberdade. Cristo nos abriu o caminho para nos aproximarmos de Deus. Todos os crentes têm o privilégio de chegar à presença de Deus em oração tanto para agradecer por suas bênçãos quanto para pedir por suas reais necessidades. Será que nós temos feito um bom uso deste meio de graça? Temos perseverado na oração? Ou ficamos tão envolvidos com nossas atividades do dia a dia que falta-nos tempo para orar? É impossível ser verdadeiro crente sem uma vida constante de oração. Quando você ama alguém você quer está perto dessa pessoa. Quando você confia em alguém você abre o seu coração para ela. Se nós amamos e confiamos no Nosso Pai Celeste que conhece a nossa vida e cuida de nós, teremos prazer de está na sua presença em oração. Deus quer que oremos a ele e nos promete ouvir e atender nossas orações. Oremos continuamente. Oremos por perdão, sabedoria e amor na nossa própria vida, oremos uns pelos outros, oremos pelos nossos filhos, oremos pelo pão de cada dia, oremos por nossa cidade, nosso país e todos os seus governantes. Oremos para que o nome de Deus seja glorificado em nossas vidas, que o seu reino cresça na terra e que ele volte para buscar a sua igreja.

Enquanto o Senhor não vem, caminhemos com perseverança na verdadeira fé que recebemos de Cristo. Sejamos membros vivos e ativos no corpo de Cristo. Vamos amar a boa doutrina que recebemos de Cristo e perseverar nela; vamos viver em verdadeira comunhão com Cristo e nossos irmãos, amando uns aos outros, orando uns pelos outros e suportando uns aos outros no amor de Cristo. Podemos ter nossas diferenças físicas, econômicas e sociais, mas uma coisa temos em comum e isso é o mais importante: somos todos membros do corpo de Cristo, filhos do mesmo Pai, participantes da mesma fé e herdeiros das mesmas promessas. Sendo assim, vivamos em comunhão uns com os outros. Perseveremos em usar os nossos dons com vontade e alegria para o bem dos outros membros. Perseveremos no uso dos meios de graça, pois por meio deles Deus quer fortalecer a nossa fé e nos levar à glória. Aquele que perseverar até o fim será salvo e participará das bodas do Cordeiro com todos os santos por toda eternidade. Amém.